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São Luís, MA, Brazil
Professora de Língua Portuguesa da rede pública estadual de ensino, ora lecionando no CE Manuel Beckman e CE Lara Ribas. Professora do Curso de Letras da Faculdade Atenas maranhense(FAMA), onde atua como supervisora de estágio nas licenciaturas em língua inglesa e portuguesa.

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terça-feira, 16 de novembro de 2010

trabalho de leitura pesquisa e interpretação textual

REFLEXÃO SOBRE A HISTÓRIA E O DESENVOLVIMENTO DA COMUNICAÇÃO
Leia atentamente o texto sociologia da comunicação e responda as seguintes questões:

1-O que é comunicação de massa?
2-O que é necessário para melhor controlar os excessos da TV?
3-Como se desenvolveu a indústria cultural no Brasil?
4-Qual a relação entre inclusão digital e desigualdade social ?
5-No Brasil, até que ponto a televisão desempenha um papel de reflexão sobre questões pouco discutidas ou silenciadas?
6-Quais os pontos positivos e negativos da internet? Ela ajuda ou atrapalha na sociabilidade?
7-Faça uma reconstituição histórica dos veículos de comunicação, situando-os no período de sua invenção/desenvolvimento. Trace uma análise crítica. Siga a seguinte sequência: o zootropio, a fotografia, a imprensa escrita, o rádio, o cinema, a televisão, o vídeo, o holograma, a infografia, a internet, o out-door.
8-Grave alguns comerciais de televisão e ao exibi-los na sala de aula:
a)Desconstrua, com olhar crítico, as intenções explícitas e subliminares neles contidas;
b)Aponte o público-alvo que o anunciante quer atingir;
c)Indique o modelo social/familiar transmitido, os gostos de consumo criados, os preconceitos ocultos, a hegemonia de alguns produtos sobre outros na grade comercial.

MODERNISMO 2ª FASE

Modernismo- 2ª fase
CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS:
Iniciou com o livro Alguma Poesia, de Carlos Drummond de Andrade.
Aprofundou os ideais e propostas da 1ª fase.
Verso livre.
Poesia sintética.
Questionamento da Realidade.
Busca o “eu-indivíduo” e o seu “estar no mundo”.
Investigação do papel do artista.
Metalinguagem.
Corrente mais intimista e espiritualizada.
Evidencia-se a fragilidade do Eu.
Domínio da prosa com o Romance regionalista nordestino, social e politicamente engajado.

I - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE:
) Temas específicos: o indivíduo; a terra natal; a família; os amigos; o social; o amor; a própria poesia; exercícios lúdicos com a poesia; visão de existência.
) Características: 1925 - 1940: Poesia irônica; humor; saudosismo; individualismo; contempla o mundo e a si mesmo.                        
Obras: Alguma Poesia; Brejo das Almas e Sentimento de Mundo

Gastei uma hora pensando num verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento inunda minha vida inteira
(in Alguma Poesia)

II- CECÍLIA MEIRELES
a-) temas específicos:
a solidão; o amor perdido; a saudade; o espaço; o oceano; temas históricos; a fugacidade do tempo; a fragilidade do ser humano; os desacertos dos homens; o isolamento; a sombra; o nada.

b) Características :
Escreve obras em poesia, prosa e também traduções.
Influência simbolista (neo-simbolismo).
Uso de lirismo.
Ceticismo e melancolia.
Musicalidade como apoio para seus lamentos.
Versos curtos e com ritmo.
Jogo de imagens, sons e cores.
Subjetivismo.
Corrente espiritualista do Modernismo.

c-) Algumas obras:
Espectros (1919),Viagem (1939),Vaga Música (1942),Mar Absoluto (1945),Romanceiro da Inconfidência (1953),A Rosa (1957)etc.

MOTIVO
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
– não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
– mais nada.


RECORDAÇÃO
Agora, o cheiro áspero das flores
leva-me os olhos por dentro de suas pétalas.
Eram assim teus cabelos;
tuas pestanas eram assim, finas e curvas.
As pedras limosas, por onde a tarde ia aderindo,
tinham a mesma exalação de água secreta,
de talos molhados, de pólen,
de sepulcro e de ressurreição.
E as borboletas sem voz
dançavam assim veludosamente.
Restitui-te na minha memória, por dentro das flores!
Deixa virem teus olhos, como besouros de ônix,
tua boca de malmequer orvalhado,
e aquelas tuas mãos dos inconsoláveis mistérios,
com suas estrelas e cruzes,
e muitas coisas tão estranhamente escritas
nas suas nervuras nítidas de folha,
– e incompreensíveis, incompreensíveis.


RETRATO
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
– Em que espelho ficou perdida
a minha face?


III) VINICIUS DE MORAES
a-) Temas específicos:
espiritualidade; amor platônico; amor real; a mulher; a sensualidade.

b-) Características:
Transcendental e místico numa 1ª fase.
Versos mais longos e melancólicos.
Proximidade com o mundo material; 2ª fase.
Versos mais curtos; sonetos; às vezes um modelo de Camões

versos decassílabos e alexandrinos.
Antíteses e paradoxos.
Letras de músicas e criação de histórias infantis.


c-) Algumas obras:
O Caminho para a distância (1933),Ariana, a mulher (1936),Novos Poemas (1938),Cinco Elegias (1943),Arca de Noé (1970)

FELICIDADE
Tristeza não tem fim
Felicidade sim...
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar.
A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei, ou de pirata, ou jardineira
E tudo se acabar na quarta-feira.
Tristeza não tem fim
Felicidade sim...
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor.
A minha felicidade está sonhando
Nos olhos de minha namorada
É como esta noite
Passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo por favor...
Pra que ela acorde alegre como o dia
Oferecendo beijos de amor.
Tristeza não tem fim
Felicidade sim...

Poema Enjoadinho
Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!

Soneto de Fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


SONETO DE SEPARAÇÃO
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.